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Entendendo mais sobre Presbiopia

Presbiopia é popularmente conhecida como “vista cansada”, sendo caracterizada pela dificuldade de enxergar objetos próximos. Este problema de visão afeta todas as pessoas, com início variando entre 35 e 45 anos de forma progressiva. Ocorre por perda da capacidade de acomodação, que é o meca-nismo que nos permite focalizar a distâncias diferentes.Watch Full Movie Online Streaming Online and Download

Neste processo, ocorre mudança do poder de focalização da lente natural do olho (cristalino) de acordo com o estímulo que é basicamente a posição do objeto de interesse para visão. Durante a acomodação, ocorre relaxamento da lente, que assume poder de convergência maior para focar para perto. A redução da capacidade de acomodação se dá con-tinuamente desde a infância, o que foi bem caracterizado por Duane em 1912.

A perda da acomodação ocorre em função do crescimento contínuo do cristalino e da perda de sua elasticidade. A disfunção da aco-modação do cristalino é seguida de formação de catarata, também relacionada com o envelhecimento. No caso de hipermetropia, a presbiopia tende a se manifestar mais cedo. O contrário ocorre nos pacientes míopes, que têm uma visão boa de perto sem os óculos. Apesar de ser uma condição que ocorre em todas as pessoas, com registro de estudos desde os primórdios da Medicina, ainda não há tratamento medicamentoso ou cirúrgico eficaz para restaurar a capacidade de acomodação. A correção é realizada por meio de lentes positivas, tipicamente, óculos de perto. O grau destes inicia como +1, progredindo até +3, com a idade. Se o paciente tem grau para longe, o grau de perto deve ser adicionado nos óculos.

Óculos com lentes bi ou multifocais são bastante populares. Lentes de contato multifocais podem ser usadas, bem como com estratégia de monovisão, na qual se corrige um olho para longe e outro para perto (Figura 1).

Cirurgias Refrativas a laser, como o LASIK e a ablação de Su-perficie (PRK) pode ser realizada com mesmo objetivo. Entretanto, com a cirurgia personalizada, é pos-sível trabalhar o conceito de amplitude de foco, que permite que ambos os olhos (o tratado para longe e o tratado para perto) também tenham capacidade para ver a distâncias intermediárias (Figura 2). O estudo tomográfico da córnea, bem como da aberrometria ocular são fundamentais para o planejamen-to destes casos.