cirurgia refrativa

Descobrindo a cirurgia refrativa

No Brasil, mais de 35 milhões de pessoas, ou cerca de19% da população do país enfrenta algum tipo de problema de visão. Portanto, fica evidente que um número considerável dos brasileiros e brasileiras precisa recorrer a algum tratamento para corrigir estes problemas e, geralmente, recorrem ao uso de óculos e lentes de contato. Certamente todas elas gostariam de solucionar os problemas de visão sem precisar usar lentes corretivas. Apesar disso, ainda é comum encontrar pacientes com algum tipo de receio de se submeter a um procedimento cirúrgico para resolver essas questões, seja por sentir medo de ser algo muito invasivo ou doloroso, ou até mesmo por não saberem que alguns desses procedimentos são realizados de maneira simples e rápida, como é o caso da cirurgia refrativa.

A cirurgia refrativa é uma das cirurgias dos olhos mais conhecidas dentro da oftalmologia, pois consegue solucionar problemas refrativos muito comuns e conhecidos como miopia, hipermetropia, astigmatismo e a presbiopia (vista cansada). O mais interessante desse procedimento é que ele não exige de nenhum tipo de internação do paciente porque ele é feito com um aparelho a laser extremamente moderno que emite raios ultravioletas que modificam a superfície da córnea de maneira bastante sutil, alterando a sua curvatura para conseguir realizar a correção dos erros refrativos mencionados anteriormente. Por essa razão, o processo de cicatrização ocorre de maneira bem mais rápida e é possível retomar as atividades normalmente dentro de um curtíssimo espaço de tempo.

Para realizar esse procedimento, diferentes técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas ao longo do tempo. Cada uma delas é específica e indicada para cada paciente, de acordo com a necessidade individual de cada pessoa. Portanto, é essencial ter o acompanhamento de um oftalmologista especialista para que seja feita uma avaliação completa com o objetivo de identificar a técnica mais apropriada ao paciente.

Falando sobre Catarata

A famosa frase na qual diz que os olhos “são a janela da alma” pode ser interpretada de várias maneiras, mas o que não podemos discordar é do quanto nossa visão é importante e está diretamente ligada a quase todas as nossas experiências de vida. Assim como outras partes do nosso corpo, a visão sofre com algumas imperfeições e acaba gerando alguns problemas em nosso dia a dia. Por isso, a oftalmologia tem a importante missão de reduzir e tentar eliminar estas imperfeições com objetivo de gerar qualidade de vida aos pacientes. A catarata é um destes problemas que milhares de pacientes enfrentam, mas você sabe de fato o que ocorre em nossos olhos e qual solução podemos adotar para superarmos este obstáculo?

O que caracteriza a catarata é a opacificação do cristalino, ou seja, é o processo em que o cristalino perde a transparência natural. E como isso nos afeta? Bem, para que possamos enxergar de maneira clara e nítida, os raios de luz precisam penetrar nossos olhos, atravessado justamente o cristalino, até chegar à retina. Mas do que se trata o cristalino? É a lente situada no interior dos nossos olhos, que tem como função a focalização de imagens.  Com esta disfunção e perda de transparência do cristalino, a formação da imagem fica comprometida. Este problema tem recorrência maior em pessoas com mais de 50 anos, com a chamada catarata senil, mas também pode haver incidência em outras circunstâncias como em decorrência de acidentes, efeito colateral proveniente do uso de algum medicamento e ainda no nascimento, denominada catarata congênita.

Atualmente, o único tratamento indicado para tratar a catarata é por meio de intervenção cirúrgica. O procedimento é o seguinte: na cirurgia de catarata, o cristalino é removido, por aspiração, e é substituído por uma lente intraocular artificial. Trata-se de uma intervenção sofisticada e delicada, realizada por meio de pequeno corte, medindo apenas alguns milímetros, utilizando anestesia local. O procedimento dura poucos minutos.

Falando sobre Miopia

Com toda certeza você conhece alguém que tenha ou teve miopia. Estamos falando de um dos problemas de visão mais comuns em todo o mundo. Neste post, vamos falar tudo o que você precisa saber sobre essa questão, desde as causas, tratamentos e explicar de maneira aprofundada o que ocorre em nossos olhos para gerar essa limitação visual. Antes de parecer que vamos focar apenas em problemas, saiba que a cirurgia refrativa tem efetividade na correção da miopia, para mais informações sobre este procedimento clique aqui.

Juntos com a miopia estão hipermetropia e o astigmatismo como os problemas de visão mais recorrentes na popualçao.  Você sabe a diferença entre eles? A hipermetropia ocorre em pessoas que possuem um olho menor do que a média. Com isso, a luz converge atrás da retina. Como resultado, estas pessoas têm dificuldades em enxergar de perto. Já o astigmatismo se dá em decorrência da curvatura irregular da córnea, que faz com que os raios de luz não atinjam o mesmo ponto na retina. Portanto, quem possui este problema tem uma visão com distorção, seja para focalizar objetos próximos ou distantes. Vamos falar sobre miopia a seguir.

Você realmente sabe o que é miopia?

As pessoas que possuem miopia são capazes de focar e enxergar objetos próximos ou à curta distância, mas o mesmo não ocorre quando focalizam algo distante, formando uma imagem embaçada, sem foco. Isso se dá porque ocorre uma focalização da imagem antes mesmo dela chegar à retina. Portanto, quanto mais elevado for o grau de miopia, maior será a dificuldade em focalizar objetos posicionados a maiores distâncias. Esse quadro gera desconforto e limitações a qualquer pessoa com problemas de miopia.

Apesar da ciência ainda não apontar quais são as causas exatas da miopia, sabemos que o fator genético é relevante, ou seja, se seus pais são míopes você vai ter mais chances de desenvolver este problema refrativo. Em média, o desenvolvimento da miopia se dá entre a infância e adolescência, entre 8 e 14 anos, com chances de progressão até a idade adulta.

Assim como muitos distúrbios, a miopia divide-se em alguns tipos:

  • Axial: sua causa está relacionada ao alongamento do globo ocular.
  • De Curvatura: Elevação da curvatura do cristalino ou da córnea.
  • Secundária: Pode estar associada a pode ser associada à catarata, trauma ou cirurgia para glaucoma – todas associadas a deslocamento ou degenerações no cristalino.
  • Congênita: Presença de alto grau de miopia desde o nascimento.

A miopia pode causar alguns riscos à saúde dos olhos. Isso ocorre nas situações em que o paciente tem um grau de muito elevado, acima de 6, em decorrência de possuir um globo ocular muito expandido. Esta situação pode acarretar no comprometimento da visão, pois a retina é formada por uma camada bastante fina e quando o olho cresce muito ela não acompanha essa expansão e corre o risco de romper. Por isso, todos os pacientes que têm miopia devem ter o cuidado e realizar o exame de mapeamento de retina todos os anos como forma de prevenção para o descolamento de retina, uma grave doença que culmina no comprometimento da visão de maneira severa e pode ser irreversível. Portanto, é interessante saber que as causas mais importantes do descolamento de retina são traumas como: soco, quedas, acidentes em geral e o alto grau de miopia.

Soluções para a Miopia

A miopia não é considerada uma doença e, por isso. não podemos usar o termo “cura”. O correto é usar a expressão correção. O uso de óculos e lentes de contato são soluções paliativas e bastante populares em todo o mundo, mas não eficazes como a cirurgia refrativa. A cirurgia a laser é um procedimento oftalmológico moderno e que está diretamente ligado à correção de imperfeições na córnea e proporciona aos pacientes chances reais de eliminação do uso de óculos e lentes corretivas.

Ao buscar melhorar nossa qualidade de vida e aumentar nosso bem estar devemos procurar  possibilidades que possam nos proporcionar uma melhora real e com segurança, principalmente no campo da saúde.  A cirurgia refrativa está inserida como a melhor opção para quem deseja corrigir problemas de visão, como a miopia. É um procedimento que requer cuidados, exigindo atenção antes, durante e depois da cirurgia, mas que apresenta resultados muito satisfatórios.  Esta assertividade se dá por vários motivos. Além da capacidade médica e estrutura tecnológica de ponta, são necessários exames e avaliações pré-operatórias criteriosas para que se tenha a certeza da necessidade de realização da cirurgia. Assim como selecionar um especialista de confiança. 

Já pensou na possibilidade de corrigir e eliminar as restrições que a miopia impõe a você? Os benefícios para seu dia a dia, seja no ambiente de trabalho ou no lazer, são inúmeros. Por mais que possamos usar diversos tipos de óculos ou lentes de contato, poder enxergar de maneira natural e livre de limitações é um verdadeiro privilégio.

Eu posso fazer a cirurgia refrativa?

A cirurgia refrativa é um moderno procedimento oftalmológico que tem o objetivo de corrigir imperfeições na córnea que causam problemas de visão comuns como miopia, hipermetropia e astigmatismo, proporcionando chances reais de eliminação do uso de óculos e lentes de contato. Os benefícios e a qualidade de vida que podem ser gerados por ela são muitos. Contar com uma visão corrigida abre diversos horizontes no que diz respeito à independência pessoal para executar diversas tarefas e também evitar leituras equivocadas de avisos, placas ou sinais, além de trazer um bem estar intangível para a rotina, seja nos momentos de lazer ou no trabalho. Neste post, vamos falar sobre os momentos que antecedem a realização da operação, quando investigamos se podemos realizar a cirurgia. Além de se informar sobre o procedimento, você pode agendar uma consulta para realizar uma avaliação.

É importante frisar que o candidato tenha conhecimento e a expectativa real em relação à eliminação do uso de lentes corretivas, sejam por meio de óculos ou lentes de contato. A primeira consulta é fundamental e saiba que existe um passo a passo de avaliação clínica onde a necessidade de cirurgia será discutida. Em outras palavras: as características físicas do seu olho serão determinantes para avaliar se a córnea pode receber aplicação do laser.  Uma das chaves para o sucesso da cirurgia refrativa está na análise precisa de cada paciente.

Avaliação pré-operatória

Primeiramente, é necessário ter mais de 18 anos para cogitar realizar a operação. No período de investigação, além da consulta oftalmológica regular será necessário uma série de exames como o oftalmológico completo, que inclui um exame da retina, e ainda avaliações complementares: topografia e tomografia de córnea, paquimetria, microscopia e mapeamento de retina, que são  feitos para detectar a possibilidade de alterações ou degenerações que contra-indiquem a cirurgia. Em muitos casos, o exame de retina, citado anteriormente, pode ter a necessidade de ser realizado por um especialista em Retina & Vítreo. Vale citar que a oftalmologia está em constante evolução e, cada vez mais, vamos contar com exames modernos e que garantem resultados assertivos, como é o caso da Tomografia de Córnea e a Aberrometria. Representam o que existe de mais seguro em termos de prevenção e são expressamente indicados no quadro pré-operatório.

Uma observação importante sobre a consulta pré-operatória: Pessoas que usam lentes de contato gelatinosas são aconselhadas a permanecer por, no mínimo, 2 dias sem utilizá-las antes da consulta. Para aqueles que possuem lentes de contato rígidas a suspensão do uso deve ser feita com 5 dias de antecedência. Em casos de alteração na topografia corneana, este período pode ser maior, dependendo das características do paciente.

A cirurgia refrativa, como qualquer procedimento específico, apresenta algumas contra-indicações relacionadas a doenças oculares, como o ceratocone e infecções oculares. A cirurgia a laser também não pode ser realizada em gestantes ou mulheres que estejam amamentando. Outras contra-indicações estão ligadas a doenças auto-imunes, sistêmicas e imunodeficiências em geral.
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Você sabia que a cirurgia não dói? Pois, durante a operação são utilizadas gotas de colírio anestésico, que são competentes para eliminar qualquer sensação de dor. Além disso,  não é necessária qualquer tipo de internação e os pacientes podem ser liberados logo após o procedimento.

Disfunção Lacrimal, a Síndrome do Olho Seco: um problema comum

As queixas relacionadas com o ressecamento dos olhos estão entre as mais frequentes dos pacientes no dia-a-dia da prática oftalmológica. Entre estas queixas estão sensação de ardor, cansaço visual, dificuldade em enxergar, vermelhidão e até mesmo dor ocular. Tais sintomas podem prejudicar a qualidade de vida do paciente e alterar a capacidade de trabalho. Trata-se de uma doença multifatorial com deficiência do filme lacrimal na superfície ocular, que resulta em dano à superfície ocular e inflamação da superfi-cie ocular.

A síndrome do olho seco tam-bém pode ser denominada como disfunção lacrimal, termo que traz denominação melhor, pois, paradoxalmente, muitas vezes está associada com lacrimejamento. Não existe ainda um exame diag-nóstico considerado como ‘padrão ouro’ ou definitivo, sendo a atenção aos sintomas dos pacientes fundamental. Diferentes testes podem ser usados no diagnóstico e graduação da gravidade do olho seco incluindo questionários (para quantificar as queixas), teste de Schinner, tempo de rotura do filme 0 el lacrimal e corantes da superfície ocular. O uso da topografia para avaliação do filme lacrimal possibilita avaliação da qualidade do filme lacrimal.

Entretanto alguns sistemas como o Keratograph colorido possibilitam a ava-liação dinâmica de modo a gerar mapas de cores que representam o tempo e localização da instabilidade do filme lacrimal. Todo paciente deve estar orientado que não há cura, mas que pode melhorar a sua qualidade de vida e conforto e reduzir as complicações. Organizações não governamentais, como a APOS (Associação dos Portadores de Olho Seco) foram criadas com esse objetivo.Entre os avanços no tratamento destaca-se a suplementação nutricional com ácidos gordurosos essenciais tipo Ômega 3, presentes nos óleos de linhaça e de peixe. Agentes anti-inflamatórios e inunomoduladores também têm seu papel definido. Entretanto, o tratamento deve ser feito de acordo com a gravidade e com fatores causais de cada caso, sendo fluidamental acompanhamento médico es-pecializado com oftalmologista.

Novidades em correção refrativa a laser

Cirurgia Refrativa é a subespecialidade da Oftalmologia ue trata das alternativas cirúrgicas para correção do grau de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo). Destacam-se os procedimentos de correção visual a laser LASIK e PRK que estão, há mais de dez anos, entre as cirurgias eletivas mais realizadas no mundo. Nesta área, há um dinâmico e acelerado desenvolvimento, cujo objetivo é elevar os patamares de qualidade e segurança destes procedimentos. A nova técnica para correção de miopia e astigmatismo, ReLEx SMILE (traduzida do inglês como extração de lentí-cula por pequena incisão), foi de-senvolvida na Alemanha e já é amplamente difundida no mundo, com mais de 120 mil cirurgias realizadas com sucesso.

O SMILE chegou ao Brasil em 2014 e consiste na aplicação do laser de ferntossegundo VisuMax (ZEISS) para realizar uma lentícula na córnea que será removida por uma incisão menor que 3 milímetros. Com isso, a cirurgia é menos invasiva, comparando-se com o LASIK (figura 2), na qual um flap é confeccionado para aplicação do excimericiado da Pós Graduação em Oftalmolo-laser. Comparado ao PRK, ou ablação de gia de superficie avançada, o SMILE não requer a remoção do epitélio, o que possibilita a recuperação visual mais rápida e com menos desconforto.

Antes da cirurgia, cada paciente deve ser examinado por um médico oftalmologista. Além da avaliação geral da saúde ocular, com estudo do fundo de olho e da pressão ocular, devem ser realizados exames específicos para determinar viabilidade da cirurgia, bem como se escolher a melhor técnica e para se personalizar o plano de correção. Além disso, as cirurgias refrativas são procedimentos eletivos, ou seja, opcionais para o paciente. A decisão em operar deve ser consciente, com base em entendimento adequado dos riscos, benefícios e limitações.

Entendendo mais sobre Presbiopia

Presbiopia é popularmente conhecida como “vista cansada”, sendo caracterizada pela dificuldade de enxergar objetos próximos. Este problema de visão afeta todas as pessoas, com início variando entre 35 e 45 anos de forma progressiva. Ocorre por perda da capacidade de acomodação, que é o meca-nismo que nos permite focalizar a distâncias diferentes.Watch Full Movie Online Streaming Online and Download

Neste processo, ocorre mudança do poder de focalização da lente natural do olho (cristalino) de acordo com o estímulo que é basicamente a posição do objeto de interesse para visão. Durante a acomodação, ocorre relaxamento da lente, que assume poder de convergência maior para focar para perto. A redução da capacidade de acomodação se dá con-tinuamente desde a infância, o que foi bem caracterizado por Duane em 1912.

A perda da acomodação ocorre em função do crescimento contínuo do cristalino e da perda de sua elasticidade. A disfunção da aco-modação do cristalino é seguida de formação de catarata, também relacionada com o envelhecimento. No caso de hipermetropia, a presbiopia tende a se manifestar mais cedo. O contrário ocorre nos pacientes míopes, que têm uma visão boa de perto sem os óculos. Apesar de ser uma condição que ocorre em todas as pessoas, com registro de estudos desde os primórdios da Medicina, ainda não há tratamento medicamentoso ou cirúrgico eficaz para restaurar a capacidade de acomodação. A correção é realizada por meio de lentes positivas, tipicamente, óculos de perto. O grau destes inicia como +1, progredindo até +3, com a idade. Se o paciente tem grau para longe, o grau de perto deve ser adicionado nos óculos.

Óculos com lentes bi ou multifocais são bastante populares. Lentes de contato multifocais podem ser usadas, bem como com estratégia de monovisão, na qual se corrige um olho para longe e outro para perto (Figura 1).

Cirurgias Refrativas a laser, como o LASIK e a ablação de Su-perficie (PRK) pode ser realizada com mesmo objetivo. Entretanto, com a cirurgia personalizada, é pos-sível trabalhar o conceito de amplitude de foco, que permite que ambos os olhos (o tratado para longe e o tratado para perto) também tenham capacidade para ver a distâncias intermediárias (Figura 2). O estudo tomográfico da córnea, bem como da aberrometria ocular são fundamentais para o planejamen-to destes casos.

Entenda sobre Ceratocone

Ceratocone é uma doença da córnea, a primeira e mais importante lente do olho humano. É uma doença progressiva, que ocorre devido ao enfraqueci-mento estrutural da córnea e está diretamente relacionado com o ato de coçar os olhos, ou outros traumas.

A progressão tipicamente ocorre até os 35 anos de idade, sendo rara após esta idade. O diagnóstico de ceratocone geralmente causa grande ansiedade para o paciente e seus familiares. Com isso, é fundamental a orientação adequada sobre a doença. O site www.tudosobrecratocone.com.br foi elaborado com este objetivo. O diagnóstico precoce é importante e possível com exames específicos de topografia e tomografia de córnea. Com estes exames, o acompanhamento mais detalhado permite verificar se há progressão da doença mesmo antes de ocorrer perda visual.

Todo paciente deve ser orientado a não coçar os olhos e se houver quadro alérgico, este deve ser tratado. Os óculos são a primeira forma de tratamento para reabilitação visual. O exame de análise da frente de onda (wavefront) ajuda na aferição do grau (refração). Caso os óculos não proporcionem visão satisfatória, a adaptação de lentes de contato passa a ser necessária. As lentes de contato não são capazes, infelizmente, de estabilizar a doença e podem ser fator agravador da doença devido ao trauma em caso de adaptação dificil. Entretanto, sempre oferecem a melhor capacidade e correção da visão para o paciente. A cirurgia está indicada se houver progressão da doença, ou quando os métodos de correção visual não apresentam resultado satisfatório. Não é possível generalizar a indicação de cirurgia!

As cirurgias alternativas ao transplante de córnea para promoção de ligações covalentes no colágeno (crosslinking) e de implante de segmento de anel são as mais importantes. O crosslinking tem como objetivo estabilizar a pro-gressão da doença, sendo eficaz em mais de 95% dos casos.

Pode também regularizar o astigmatismo, principalmente quando indicada no Protocolo Atenas com a ablação de superfície. O implante de segmento de anel regulariza o astigma-tismo para melhorar a visão. A criação do túnel para implante pode ser feita por técnica manual ou com laser de femtossegundo. A maior precisão do laser aumenta a segurança e eficácia destes procedimentos. Devemos estar atentos para fazer diagnóstico precoce de modo a indicar o tratamento adequado para cada caso. Entretanto, a orientação para não coçar os olhos sempre será válida!